7 de janeiro de 2012

+ caminhos nos meus passos


Os dias se somaram até virar a página do calendário. As pessoas partiram, outras chegaram e eu continuo aqui. Sobre o meu passeio os lagartos aceleram o passo queimando as patas no cimento quente. Além do gramado amarelo os meninos magros de pele encardida se sujam mais na água triste e ‘lodenta’ do rio. Meu filho febril choraminga a ausência, no telefone a saudade também requer paciência e eu me viro acalentando as vontades de duas crianças na terceira idade a respeito das finanças da casa. 
O sol lá fora queima em brasa e eu aqui na sala de estar vejo a estação passar num comercial de tv.


Vir ver o verão
é diferente de VIVER o verão.


Mas a minúcia também tem suas maravilhas. Então aqui do meu barco vou rumando para ilha desconhecida que promove meus passos. Um dia ei de encontrá-la encravada no pacífico oceano de meus sonhos mais reais. Esse é mais um ano de buscas.


31 de dezembro de 2011

2012




Chega sempre um novo tempo para sermos melhores do que fomos. 
QUE SEJA ASSIM ENTÃO.




...
FELIZ ANO NOVO!

Hey, Jimmy!

Jimi Hendrix - Hey Joe

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Ele dormiu num domingo de ressaca, numa madrugada natalina onde a visita não era de rei, mas do fim da agonia. Tristeza é uma palavra fria, mas resume o sentimento que se instala no olhar dos amigos de casa, nos inimigos de circunstâncias, nos admiradores encantados por sua lealdade. A vida é um ciclo, assim ele retorna a natureza e nos mantém a imagem pomposa da beleza de um amigo.

Adeus!

21 de dezembro de 2011

Duas Meninas

Foi numa tarde de terça que o destino se mostrou indecifrável. Foi numa história de duas pessoas queridas que ele revelou as minúcias de suas travessuras. Quando menos esperávamos aconteceu o que já era previsto, e aquele misto de sensações no arrebatou a todos.
Eram unha e carne, quase um mesmo sangue. Mas foi num tempo distante de agora que essas almas se encontraram e se uniram numa relação de várias idas e vindas, de variáveis trajetórias. Ainda inocente era a crescente afeição de duas meninas que perambulavam pela cidade, e ao tempo em que tudo permanecia no seu devido lugar interiorano, seus valores e suas ideias iam mudando conforme a sua formação de mulher. Eram garotas belas, de sorrisos fáceis, de alegrias intensas e encantadoras. Eram simplesmente elas, duas meninas na vida. Mas o tempo passou e os caminhos se deturparam e as histórias tomaram rumos próprios e singulares.
Nesta última terça, enquanto uma subia ao céu a outra descia ao chão, num desses paradoxos que a vida nos proporciona de maneira imprevista. O corpo que subia iria pousar em um novo destino, rumava ao seu equilíbrio, a sua nova chance de se refazer em busca das prioridades que talvez ainda não tenha definido. O tempo aqui ainda é seu e ela tem pelo que lutar. O outro corpo se acalentava nos braços do desconhecido num sono que não podemos compreender ainda, calado e inerte descansava dos últimos tempos de labor e sofrimento. Foi só um momento, mas crendo na melhor das possibilidades agora sua alma invade os nossos corações como que guardando o melhor em cada lembrança de felicidade que nos foi possível dividir.
Agora resta apenas o registro de que eu vi essa amizade nascer, crescer em suas nuances particulares e se eternizar já que o amor é sim atemporal. 
O caminho é o que nos faz viver. Quando ele se encerra ficam os passos de quem se permitiu trilhar pela vida de maneira intensa. Afinal, já que vai ser breve, que não seja em vão!
Lembranças de dois sorrisos...
...de duas viagens.

10 de dezembro de 2011

Ah, dezembros...!

...


Chega sempre um dezembro 
de atos estranhos 
quando os sonhos de tão bons 
me parecem infantis.


...

8 de dezembro de 2011

2 Lados de uma Porta

Quando ela acordou ele não estava lá. Era tarde e ninguém mais se arriscaria a lhe mostrar o caminho. Sozinho ele partiu pra um novo mundo distante daquele que ela havia imaginado. O ato de partir criou um vão no peito de uma mulher sem razão, onde as variações de sentimentos eram notas de uma melodia improvisada. Agora a danada da vida lhe apresentava de novo o chão do poço, sem seu moço de carinhos contínuos, sem seu elo com o mundo real.
Aquele plebeu sem cavalo branco sumiu no meio do povo sem o medo que imaginara antes de se permitir andar. Seu rumo moderno e imprevisível lhe possibilita a chance mediana de se encontrar feliz. Cortou em si a raiz de uma dor que não cessava. Agora a luz que incide em sua face ressalta a graça de quem se descobre no mundo sem mágoas , sem farsas, sem pesadelos.
...
Quando ela acordou ele já havia sumido. Seu grito de liberdade havia espantado o autor de um fado lamoroso que lhe enchia a mente e a culpa vã por desilusões alheias. Estava cedo para se acorrentar em um mundo de movimentos programados. Seu estado de espírito era de uma menina que acabara de compreender  a força que tinha e transparecia no brilho do olhar sua gana pela sedução das oportunidades.
Aquele que esbarrava aturdido no meio de uma multidão sem feições, guardava nos olhos as gotas cálidas da depressão de uma entrega. Havia ali partido um peito apaixonado que não sabia bem aonde ir. Sem entender direito seu caminho não definia o contraste entre céu e escuridão, a passo que cambaleava por esquinas tortas de sonhos avessos. Seu verso sem graça enchia as páginas de cadernos imundos num baú  de madeiras apodrecidas. Ali não havia mais vida.



E depois eram dois ... distantes.


¨

25 de novembro de 2011

Curva dos mundos

Olhando pelo retrovisor vejo a estrada se escondendo a cada novo lance dessas curvas que se espalham intermináveis e cada vez mais constantes em minha vida. Será só o meu caminho que parece tão tortuoso, ou será egoísmo da minha parte acreditar que eu fui escolhido pra caminhar mais ao desconhecido? Duvido!
O caminhar é o mesmo para todos apesar das particularidades de seus caminhos. O destino final é resultado da direção e do objetivo do condutor. Sinto que o muito de experimentação de agora serve para validar cada passo futuro, ou cada conquista. De certo é que as paradas tem servido para entender a efemeridade das coisas e da vida, e me feito entender um pouco melhor a minha incompreensão.
Vá com calma e respeite a sinalização de suas vias... Mas nunca deixe de seguir em frente!

Sinto que apesar da habilitação, preciso de mais prática!
rsrsrs

21 de novembro de 2011

mooi ding***

Jack Johnson - From The Clouds [Alb. To The Sea][Brushfire]

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Sem embaraços, os laços que nos unem também são os que nos sufocam.
Ainda ontem minhas juras se faziam demandas intángiveis de devoção
agora somos pó e vento na mão de um sentimento
que existe apenas na lembrança de um tempo bom.
Tempo que passou...





"The more love that you feel
The more your little heart will ache
Love is the only thing that carries on
It's the only thing this world can't take
This love is ours"

Two men and a half in an empty house

Chegou o fim de um fim de semana de sutilezas e cumplicidades. Éramos três solteirões eventuais ilhados em nosso lar, uma área de aproximadamente 300 m² divididos em mais de 25 espaços diferentes, que se resumiu em uma cama bagunçada e uma TV cansada. Aqui convivemos e partilhamos da sabedoria, da curiosidade e do hiperativismo, características próprias de cada ente diante a vida e suas perspectivas.
Experimentando as possibilidades desse mundo atemporal absorvi a beleza e criatividade de uma criança de 50 anos que se admirava observando as vontades ranzinzas de um senhor de 2 anos assistindo sua programação. Entre pulinhos sob o chuveiro e o ronco gostoso de quem se cansou de tantas travessuras vivi o prazer da paternidade, tanto o amor concedido a mim, quanto a minha doação natural.
Sozinhos nos viramos em uma rotina de pequenos detalhes sutilmente deliciados, desde o trocar de fraldas, um café mais forte, um almoço doce. A graça da vida em certos momentos é a incerteza de cada novo sabor. Nos demos bem. Mais o tempo passou e hoje minha cama está vazia. Mas amanhã talvez eles passem por aqui, talvez assistir um jogo, tirar um cochilo, ver Ben 10, ou até mesmo rir da minha cara besta ao vê-los se divertindo da minha impaciência.


Sob meu olhar me transformo em uma imagem que nunca havia imaginado.
-sou pai