O
rio desce calmo, antes bravio,
em
direção a um oceano de esquecimento.
O
que já foi glória e pujança
é
agora só silêncio e lamento.
O
rio respira nas brechas
da
vegetação em que se afoga.
O
pescador e a lavadeira não se importam,
seguem
calados e inertes seus rumos
por
rotas que os desconhecem,
como
memorias de imagens campestres
sumidas
das margens do rio,
descem
pelo leito estreito da resistência
até
se desfazer na foz da insignificância.
O
Rio de Contas me conta um conto
de
sua morte sob o olhar omisso.
Calejado
já não me espanto.
Sou
mais um sem o compromisso,
acostumado
com a miséria.
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