21 de novembro de 2011

Two men and a half in an empty house

Chegou o fim de um fim de semana de sutilezas e cumplicidades. Éramos três solteirões eventuais ilhados em nosso lar, uma área de aproximadamente 300 m² divididos em mais de 25 espaços diferentes, que se resumiu em uma cama bagunçada e uma TV cansada. Aqui convivemos e partilhamos da sabedoria, da curiosidade e do hiperativismo, características próprias de cada ente diante a vida e suas perspectivas.
Experimentando as possibilidades desse mundo atemporal absorvi a beleza e criatividade de uma criança de 50 anos que se admirava observando as vontades ranzinzas de um senhor de 2 anos assistindo sua programação. Entre pulinhos sob o chuveiro e o ronco gostoso de quem se cansou de tantas travessuras vivi o prazer da paternidade, tanto o amor concedido a mim, quanto a minha doação natural.
Sozinhos nos viramos em uma rotina de pequenos detalhes sutilmente deliciados, desde o trocar de fraldas, um café mais forte, um almoço doce. A graça da vida em certos momentos é a incerteza de cada novo sabor. Nos demos bem. Mais o tempo passou e hoje minha cama está vazia. Mas amanhã talvez eles passem por aqui, talvez assistir um jogo, tirar um cochilo, ver Ben 10, ou até mesmo rir da minha cara besta ao vê-los se divertindo da minha impaciência.


Sob meu olhar me transformo em uma imagem que nunca havia imaginado.
-sou pai

2 comentários:

Augusto Andrade disse...

Nesse momento percebo realmente a beleza que há! Que há em ser pai e poder contar com o seu pra dividir experiência e espaço...
Sinto uma inveja boa disso tudo!
-
BEijo.

Fr. Dhael disse...

vlw velhinho...
vc é um bom TIO!
rs